Este blog foi criado para propiciar uma reflexão teórica sobre temas como: alfabetização, letramento e tecnologias de escrita, entre outros...
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Reflexões metodológicas
Ao discutir com uma amiga, e colega de intercâmbio; sobre blogs, wikis e suas aplicações na educação e na pesquisa; fui apresentada a Hannah Arendt. Em especial, ao conceito de imprevisibilidade, definido em seu livro A Condição Humana (1958). Além do prazer de poder refletir sobre a imprevisibilidade de uma postagem, por exemplo, na busca que realizei na internet me deparei com mais uma obra de René Magritte (The human condition, 1934). Esta reflete a exata noção que tenho da limitação de nosso olhar sobre a realidade. Eu costumava fazer uma analogia em meus escritos, onde relacionava os resultados a "uma foto", onde através da tecnologia se captura uma parte da "imagem", num dado momento, numa angulação específica e está sujeita a qualidade de "resolução" com que se salva esta imagem. Ainda acho que a analogia é válida, pois sempre usamos "lentes" que nos dão uma visão parcial da realidade. Contudo, a obra de Magritte me fez vislumbrar outras possibilidades e fazer novas conexões. A pintura me remete a "ilusão", "percepção", "psicologia da forma" (Gestalt) e seus princípios: proximidade, similaridade, boa continuidade ou direção, pregnância, fechamento e associação ou experiência passada. Todas estas propriedades influênciam nossa percepção ao registrarmos a clássica cena da escadaria de Odessa do Encouraçado Potemkin (filme de Sergei Eisenstein, 1925), onde vários eventos ocorrem simultaneamente e a objetividade do registro pode ser colocada a prova. No filme é possível ver várias vezes a mesma cena, mas como faríamos ao observar um evento qualquer em tempo real? O quanto a nossa percepção e as "lentes teóricas" nos permitem ver???
As temporalidades
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Relação entre imagem e texto
Esta obra de René Magritte (The Treason of Images, 1928-1929) já foi objeto de estudos de Foucault e de sua análise meticulosa em Isto não é um cachimbo (2002). E outros baseados em Foucault, como o de Campos , Eis dois cachimbos: roteiro para uma leitura foucaultiana de Magritte,que destaca a sensação de contradição passada pela frase que nos alerta não ser um cachimbo aquela imagem enganosa, situada acima dela. Mas, ao mesmo tempo, nos remete a outra "mensagem", não explicitada textualmente, onde todas as características da imagem nos remetem a questionamentos como: “Somos um cachimbo. Olhe pra nós. Não nos parecemos com um?”. No virtual utilizamos modelos, baseados na percepção que temos de realidade. Mas, até que ponto conseguimos apreender a realidade para criar estes modelos???
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Letramento
Eu em frente a biblioteca da UT/Austin/USA